Luizinho era filho único, seus pais Maria e Ricardo sempre o presenteavam com os melhores presentes no Natal. Luizinho sempre tirava notas boas na escola, ganhava ótimos brinquedos e tinha tudo a tempo e hora.
Mas Luizinho era sonhador, sabia que nem todos tinham o que ele tinha, e sonhava que todos tivessem pelo menos uma parte a cada Natal. Sonhava também com o que desconhecia.
Certa vez na escola, numa aula de final de ano, a professora pediu que os alunos escrevessem suas cartas ao Papai Noel. Pedido e feito, Marianinha pediu o “celular nota A”, Sergio Zinho pediu o computador “nota A+”, e por aí foi...
Algumas crianças pediram brinquedos normais como “Rolimã de corrimão” e “skate sem rodas”, só para variar. Mas Luizinho escreveu em sua carta uma única palavra para o Papai Noel. Todos entregaram as cartas e a professora leu a de cada um, deixando todos constrangidos.
Quando leu a palavra de Luizinho não se conteve. – Interessante Luizinho, você pediu um Anjo... Sergio Zinho interrompeu. – que negócio é esse? Vai dizer que você quer aquela besteira de “espírito de Natal”? E Marianinha também disse sua opinião: - qual é cara? Tá nos tirando?
Luizinho apenas disse o que sentia: - Todo mundo se preocupa apenas com o seu presente de Natal, eu pensei na presença do Anjo de cada um de nós como presente na noite de Natal. A professora interrogou: - você acredita em Anjo?
Luizinho concluiu: - Não sei, mas um Anjo é uma companhia perfeita demais para não existir...